AKIKO poemas & diário
Memórias da
boneca
Eu sou
akiko.apenas akiko.
Sou filha
das flores que nascem nas montanhas frias.eu sou akiko
E tenho uma
história.é assim:nasci boneca e serei boneca até morrer um dia.
Ou ser
abandonada numa lixeira da cidade.e posso não morrer e continuar uma criança
pobre
Pegar
naqulo que resta de mim e levar-me para casa.sou akiko da esperança renascida.
Mas o meu corpo é frio,o meu coração está frio.fui desprezada e ferida
regressei á região do nada.
Uma bolha
com um céu sem estrelas onde rodopiei toda a minha infância.e tornei-me assim
boneca de gelo.
Nada me
assusta e já nada me magoa.sou akiko das
tempestades .os meus olhos são como espadas de lâmina aguçada
De dois
gumes,lanço ódio e palavras agrestes aos desistentes aos conformados e a quem
não ousa sonhar.sou akiko dos sonhos.
O meu
silencio pesa nas salas onde os homens rezam em nome da mentira e da inveja.
E quando
grito as janelas explodem em mil pedaços e o medo abala e desmorona a harmonia
falsa.eu sou akiko a guerreira.fiz-me assim depois
Do que me
fizeram.tanto mal em figuras tão
pequenas.humilhada,pisada,desmenbrada,violentada até o mais intimo de mim
mesma.
Sou akiko a
vingadora.no entanto poderei mudar.posso acreditar que um dia me segurem com
carinho e me cantem uma balada
Até eu
adormecer numa quietude serena,suave e perfumada.e eu possa descansar e largar
este peso que me marca e atormenta.como uma flor a nascer entre as pedras
Sujas,mortas
de uma rua morta de uma cidade deserta.sou akiko da esperança renascida.
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